Equipes de resgate, na Arábia Saudita, passaram a noite procurando sobreviventes dos ataques suicidas em que carros-bomba foram usados e que destruíram um conjunto residencial na capital, Riad.
O síndico do conjunto residencial, que abrigava principalmente trabalhadores estrangeiros árabes e suas famílias, disse que cerca de 100 pessoas ficaram feridas, incluindo muitas crianças.
Funcionários do governo saudita confirmaram a morte de duas pessoas, um sudanês e outro indiano, mas diplomatas acreditam que esse número vai subir.
O serviço de segurança da Arábia Saudita acredita que o ataque desse domingo em Riad traz os sinais característicos dos perpetrados pela rede Al-Qaeda que as autoridades sauditas responsabilizam pela escalada da violência militante islâmica no país.
Explosões
A televisão árabe mostrou as ruínas dos prédios atingidos por três explosões e uma cratera de dois metros de profundidade no centro do conjunto residencial.
Testemunhas dizem que um dos carros explodiu no portâo do conjunto residencial e outros dois dentro do condomínio.
As explosões acontecem um dia depois que os Estados Unidos suspenderam suas missões diplomáticas na Arábia Saudita, argumentando ter informações sobre ataques terroristas iminentes.
Desde a explosão, funcionários americanos em Riad foram aconselhados a ficar em áreas diplomáticas.
Militância
O Departamento de Estado dos Estados Unidos disse que um cidadão americano ficou ferido e outro está desaparecido.
Desde maio, quando 35 pessoas morreram em atentados suicidas em Riad, as autoridades sauditas estão fazendo uma campanha contra o extremismo islâmico.
Cerca de 600 suspeitos de serem militantes foram detidos em buscas no país.
Mas um correspondente da BBC no Oriente Médio diz que o temor das nações ocidentais é se a população vai começar a apoiar os militantes que querem derrubar a famíia real saudita e fomentar a guerra no ocidente.