O gabinete de Israel aprovou neste domingo, por uma pequena maioria, uma troca de prisioneiros com o grupo militante islâmico Hezbollah, do Líbano.
A televisão israelense afirmou que o gabinete votou a favor da troca, com 12 votos contra 11. A decisão fará com que Israel libere cerca de 20 prisioneiros libaneses e 400 palestinos, em troca de um executivo israelense seqüestrado mais os corpos de três soldados israelenses mortos em confrontos na fronteira com o Líbano, em 2000.
O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, havia dado o seu apoio às negociações que foram mediadas pela Alemanha.
Sharon afirmou que o fracasso na negociação significaria a morte do empresário Elhanan Tannenbaum, um ex-coronel do Exército israelense que foi seqüestrado há três anos por um agente do Hezbollah.
O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse que o grupo iria rejeitar qualquer negociação com Israel a não ser que todos os prisioneiros libaneses fossem libertados.
Gabinete palestino
O primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, disse, nesse domingo, ter finalizado as negociações para a formação de um novo gabinete.
Ele acrescentou que o novo gabinete foi aprovado pelo presidente da Autoridade Palestina Yasser Arafat.
Korei explicou que, agora, ele vai buscar a aprovação do Parlmento na quarta-feira.
Em outro desdobramento das tensas relações entre israelenses e palestinos, um alto funcionário do grupo político Fatah, de Yasser Arafat, negou que a Autoridade Palestina esteja pagando para que grupos armados militantes não ataquem Israel.
Uma reportagem da BBC se refere à declaração de um ex-ministro palestino que teria dito que a Autoridade Palestina envia US$ 50 mil mensalmente para os integrantes da Brigada de Mártires de Al-Aqsa.
Mas Hatem Abdel-Qader, do grupo Fatah, afirma que a alegação feita pelo ex-ministro Abdel Fattah Hamayel era "infundada e não-verdadeira".