O gabinete israelense se reúne nesse domingo para votar uma controvertida troca de prisioneiros com o grupo guerrilheiro islâmico libanês Hezbollah.
O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, deu o seu apoio às negociações que vem sendo mediadas pela Alemanha.
Segundo os termos da negociação, Israel iria libertar cerca de 20 prisioneiros libaneses e 400 palestinos, em troca de um empresário israelense seqüestrado e dos corpos de três soldados israelenses mortos num ataque na fronteira com o Líban no ano 2000.
Sharon afirmou que o fracasso na confirmação dessa troca significaria a morte do empresário Elhanan Tannenbaum, um ex-coronel do Exército israelense e que foi seqüestrado há três anos por um agente do Hezbollah.
O líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, disse que o grupo vai rejeitar qualquer negociação com Israel a não ser que todos os prisioneiros libaneses sejam libertados.
Gabinete palestino
E o primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, disse, nesse domingo, ter finalizado as negociações para a formação de um novo gabinete.
Ele acrescentou que o novo gabinete foi aprovado por Yasser Arafat.
Korei explicou que, agora, ele vai buscar a aprovação do Parlmento na quarta-feira.
Arafat
Em outro desdobramento das tensas relações entre israelenses e palestinos, um alto funcionário do grupo político Fatah, de Yasser Arafat, negou que a Autoridade Palestina esteja pagando para que grupos armados militantes não ataquem Israel.
Uma reportagem da BBC se refere à declaração de um ex-ministro palestino que teria dito que a Autoridade Palestina envia US$ 50 mil mensalmente para os integrantes da Brigada de Mártires de Al-Aqsa.
Mas Hatem Abdel-Qader, do grupo Fatah, afirma que a alegação feita pelo ex-ministro Abdel Fattah Hamayel era "infundada e não-verdadeira".