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Príncipe se prepara para frenesi da mídia britânica

O príncipe Charles está de volta à Grã-Bretanha depois de fazer uma viagem por Omã (principado no Golfo Pérsico que faz fronteira com o Iêmen e a Arábia Saudita), enquanto novas alegações sobre ele movimentam as manchetes dos jornais britânicos nesse domingo.

O príncipe ficou sob intensa pressão da mídia britânica depois que uma ordem judicial proibiu que a imprensa do país publicasse qualquer detalhe sobre uma alegação feita por um ex-criado da famíia real.

Na mais recente alegação, o tablóide dominical britânico News of the World afirmou que o secretário particular do príncipe, Michael Peat, perguntou a um dos ex-assesores de Charles sobre a sexualidade do nobre.

O jornal afirma que Michael Peat perguntou para Mark Bolland se ele achava que o príncipe era bissexual. A resposta foi um enfático "não".

Nem gay, nem bissexual

A pergunta teria sido colocada durante uma investigação detalhada feita por Michael Peat no ano passado, após o colapso do processo judicial contra o ex-mordomo da princesa Diana, Paul Burrell.

Mark Bolland, ex-vice-secretário particular do príncipe Charles, disse ao jornal News of the World:

"Eu fiquei chocado com a pergunta de Michael Peat. Eu disse enfaticamente que o príncipe não era nem gay nem bissexual".

O jornal relatou ainda que Michael Pet teria dito não se lembrar de jamais ter usado a palavra "homossexual" antes.

Transparência

Nesse domingo, a Clarence House (residência oficial do príncipe Charles) divulgou uma nota em nome do herdeiro da coroa britânica, descrevendo Michael Peat como "Sr. Transparente", um homem com nada a esconder.

Os jornais dominicais britânicos não publicaram detalhe algum sobre a alegação original que gerou a ordem judicial há uma semana e que vem sendo veementemente negada pelo príncipe.

A negação de Charles aconteceu depois que o jornal britânico The Guardian ganhou na corte o direito de publicar o nome do ex-valete do príncipe Charles, Michael Fawcett, como a pessoa por trás de tentar impedir a publicação da história obtida pelo tablóide Mail on Sunday.

As acusações teriam sido feitas pelo ex-engraxate da família real George Smith.