O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, venceu a disputa com o primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, sobre o importante posto de ministro do Interior.
Korei anunciou que o posto será ocupado por Hakam Balawi, partidário de Arafat, e não pelo candidato que havia sido indicado pelo premiê.
Balawi será responsável pela polícia, defesa civil e segurança preventiva dos territórios ocupados.
Uma disputa pelo mesmo cargo causou a renúncia do ex-premiê palestino, Mahmoud Abbas, há dois meses.
Os governos americano e israelense, que vem tentando restringir o poder de Arafat, reprovaram a decisão.
Na quarta-feira, Korei deve submeter seu gabinete para a aprovação do Parlamento palestino.
"Nós concluímos com o irmão Arafat a fórmula final do novo gabinete palestino", afirmou Korei.
Segurança
"Nós também chegamos a um acordo sobre uma fórmula para unificar o trabalho dos serviços de segurança da Autoridade Palestina para conseguir acabar com o caos e chegar à segurança."
A área de seguraça ficará a cargo do Conselho Supremo de Segurança Nacional, do qual Arafat e Korei são membros.
O Conselho foi criado em setembro para cuidar da segurança dos territórios palestinos.
O governo israelense já se manifestou contra o novo gabinete.
"Esse é um dia triste para a reforma, porque nós vemos que o controle dos serviços de segurança continuará nas mãos do cartel de terror de Arafat", disse Raanan Gissin, um conselheiro do primeiro-ministro Ariel Sharon.
O governo americano também criticou o gabinete.
"O primeiro-ministro precisa ter controle de todas as forças de segurança e insistir no desarmamento de terroristas e organizações militares que não sejam controladas pela Autoridade Palestina", afirmou Amanda Batt, porta-voz do Departamento de Segurança americano.
Mas, para o negociador chefe da Autoridade Palestina, Saeb Erekat, a reação de Israel é inaceitável.
"O foco deveria estar em retomar o processo de paz e implementar o plano de paz", afirmou à agência AP.