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Cruz Vermelha fecha escritórios no Iraque

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha decidiu que vai fechar, temporariamente, seus escritórios em Bagdá e em Basra, no sul do Iraque, por causa de temores quanto à segurança de seus funcionários.

"Ainda estamos discutindo o que faremos com os nossos funcionários estrangeiros. A situação é extremamente perigosa e imprevisívell", explicou o porta-voz da Cruz Vermelha, Florian Westphal.

A organização foi um dos alvos de uma série de ataques a Bagdá no final de outubro.

O ataque à Cruz Vermelha foi o primeiro de uma série de explosões na capital iraquiana e que deixou 43 mortos, incluindo dois funcionários da organização.

Investidas militares

O comunicado da Cruz Vermelha é feito no mesmo dia em que o Exército americano confirmou que o helicóptero americano que caiu no Iraque, na sexta-feira, matando todas as seis pessoas que levava a bordo, foi derrubado.

"Acreditamos que o helicóptero tenha sido abatido por artilharia de fogo terrestre", disse, à agência de notícias da Reuters, o tenente-coronel Steve Russell, da 4ª Divisão de Infantaria, baseada em Tikrit, cidade-natal de Saddam Hussein, e onde aconteceu o acidente.

Um dia depois de o helicóptero Black Hawk ter sido abatido, as Forças americanas fizeram uma série de investidas militares na área.

Horas depois do acidente, aviões caça F-16 lançaram três bombas sobre o local e tropas de soldados, apoiadas por veículos blindados, entraram em Tikrit, destruindo vários prédios.

O comandante da infantaria disse que queria lembrar aos moradores da cidade que as Forças americanas tinham garras e dentes e iria usá-los.

O toque de recolher, que tinha sido suspenso durante o mês sagrado muçulmano Ramadã, foi decretado novamente.