Quatro ex-ministros de Ruanda estão sendo julgados pelo genocídio de cerca de 800 mil pessoas em 1994 no país.
Eles eram os ministros das Relações Exteriores, Saúde, Comércio e Casa Civil, respectivamente.
Os quatro homens são acusados de comandar milícias que sistematicamente assassinavam pessoas da etnia tutsi.
O julgamento ocorre no Tribunal Internacional Criminal para Ruanda, da Organização das Nações Unidas (ONU), na Tanzânia.
Inferno
O promotor de Justiça Paul Ng’Arua disse que os ministros transformaram a vida dos tutsis, que são maioria no país, em um inferno.
"Ele disse que mostraria que, por onde esses ministros passaram, atos de genocídio e displicência com a população tutsi os seguiram", um porta-voz afirmou.
Entre os réus está o ex-ministro da Saúde Casimir Bizimungu, um médico de 52 anos que foi preso no Quênia em 1999. Ele é acusado de viajar para o exterior com o objetivo de comprar armas para as milícias com recursos do governo.
Com gastos superiores a US$ 500 milhões e mais de 800 funcionários, o tribunal da ONU registrou apenas 12 condenações nos últimos nove anos.
O novo chefe da promotoria, Hassan Jallow, foi nomeado no início deste ano.