O herdeiro do trono britânico, Príncipe Charles, tomou a incomum iniciativa de interferir em uma disputa na imprensa envolvendo o seu nome.
Charles emitiu um comunicado no qual diz ser falsa a alegação de que ele esteve envolvido em "um incidente" que teria sido presenciado por um ex-funcionário do Palácio de Buckingham.
"Nos últimos dias, houve relatos na mída sobre uma alegação de que um ex-funcionário real testemunhou um incidente alguns anos atrás envolvendo um alto membro da família real. A especulação precisa acabar. A alegação era que o Príncipe de Gales estava envolvido no incidente", diz o comunicado, assinado pelo secretário particular do príncipe, Michael Peat.
Um jornal britânico Mail on Sunday tentou publicar detalhes da alegação no fim de semana mas foi impedido de fazê-lo por uma ordem judicial, que continua em vigor.
O jornal The Guardian obteve nesta quinta-feira na Justiça a autorização para publicar o nome do ex-funcionário da família real que teria pedido a proibição das alegações no Mail on Sunday. A informação deve sair na edição desta sexta-feira.
Testemunha
No comunicado, o secretário privado de Charles diz ainda ser "particularmente" triste o fato de a alegação ter sido feita por um ex-funcionário que havia sofrido de síndrome do estresse pós-traumático e de alcoolismo por causa de sua experiência na Guerra das Malvinas.
"Ele fez, no passado, outras alegações, que a polícia investigou e descobriu não terem fundamento."
Segundo o secretário de Charles, o grupo de jornais que tentou publicar esta alegação sabia disso e descreveu o ex-funcionário como uma "tesmenunha confiável".
"Príncipe Charles sempre tentou evitar se envolver em disputas com a mídia", acrescenta o comunicado.
O Mail on Sunday também deve voltar à Alta Corte de Justiça nesta sexta-feira para apelar da proibição de publicar detalhes da alegação.