O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, anunciou nesta terça-feira a formação de uma comissão de alto escalão para estudar reformas no organismo internacional.
O grupo será liderado pelo ex-primeiro-ministro tailandês Anand Panyarachun, e incluirá outros 15 políticos, diplomatas e autoridades internacionais.
Entre eles figuram o ex-premiê russo Yevgeny Primakov e a ex-alta comissária da ONU para Refugiados Sadako Ogata.
Annan afirmou que o objetivo da comissão será recomendar medidas para que a comunidade internacional possa lidar de forma efetiva com ameaças à segurança mundial.
O secretário-geral da ONU já havia dito em setembro que a organização precisava rever as formas de lidar com o terrorismo internacional e a proliferação de armas de destruição em massa – especialmente as nucleares.
Conselho de Segurança
Na ocasião, Annan se mostrou a favor de debates sobre se o Conselho de Segurança poderia ou não autorizar medidas preventivas contra grupos terroristas que possuíssem armas de destruição em massa.
O Conselho de Segurança está sempre no centro das discussões sobre reformas na ONU.
A sua estrutura, com cinco membros permanentes com direito a veto (Estados Unidos, Rússia, França, Grã-Bretanha e China), reflete o balanço de poder existente na época em que a ONU foi criada, após a Segunda Guerra.
Muitos países, entre eles o Brasil, pleiteiam um cadeira entre os membros permanentes do Conselho.
A formação do painel para estudar reformas da ONU – reivindicadas há anos por países com menos poder na estrutura da organização – ocorre em um ano marcado pelas divisões no Conselho de Segurança, por causa da guerra contra o Iraque.