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Prisão de mais rico da Rússia preocupa EUA e Alemanha

Os governos dos Estados Unidos e da Alemanha expressaram "sérias preocupações" com relação à forma com que a Rússia está investigando as suspeitas de fraude e evasão fiscal envolvendo a petrolífera Yukos, a maior empresa do país.

Eles pediram provas da legalidade da prisão, no último domingo, do magnata Mikhail Khodorkovsky, o maior acionista da Yukos e o empresário mais rico da Rússia, que teve as ações bloqueadas pela Justiça.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Richard Boucher, disse que Moscou precisa mostrar que a prisão não tem motivações políticas.

Khodorkovsky se diz perseguido porque financia partidos de oposição ao presidente Vladmir Putin.

Thomas Steg, porta-voz do chanceler alemão, Gerhard Schröder, afirmou que, se a Rússia quiser continuar sua integração com a economia mundial, é essencial que se tenha certeza que a medida tem base legal.

Bolsa

A Alemanha é o maior parceiro comercial da Rússia e fonte de grande parte dos investimentos externos de que o país tanto precisa.

Consultores internacionais da Yukos anunciaram nesta sexta-feira o início de uma campanha para defender os interesses da empresa junto a governos ocidentais.

Por causa do bloqueio das ações e da prisão de Khodorkovsky, a Bolsa de Valores de Moscou caiu 15% nesta semana.

Analistas afirmam que, com o financiamento à oposição, o magnata quebrou um acordo tácito com o governo.

Pelo suposto acordo, as finanças da empresa não seriam investigadas, desde que Khodorkovsky mantivesse a imparcialidade política.

Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Kasyanov, disse que está "extremamente preocupado" com o caso Yukos.