Alertas sobre um dia de "resistência" fizeram aumentar as tensões em Bagdá, seis meses depois de o presidente americano, George W. Bush, ter declarado oficialmente que a guerra havia acabado.
Os governos dos Estados Unidos e da Austrália fizeram um apelo para que seus cidadãos presentes na capital iraquiana sejam ainda mais cuidadosos, em meio a relatos de que mais violência está sendo planejada na cidade para este fim-de-semana.
Várias pessoas, em sua maioria iraquianos, foram mortas em uma série de ataques ao redor do Iraque nesta semana - e foram espalhados rumores a respeito de bombardeios ou ações de resistência na capital, neste sábado.
O correspondente da BBC Jonny Dymond, em Bagdá, diz que houve ameaças do gênero no passado que não se concretizaram, mas os rumores criaram receio e preocupação.
Colin Powell
Alguns moradores da cidade, iraquianos, disseram que não vão mandar seus filhos à escola nos próximos dias, por causa da ameaça de novos ataques, disse Dymond.
O sentimento anti-americano eclodiu num subúrbio da capital na sexta-feira, depois que soldados americanos entraram num mercado, procurando pelos responsáveis por um ataque a granadas que deixou dois soldados feridos.
Dois iraquianos, um policial e um menino de seis anos - foram mortos durante uma revolta no distrito de Abu Ghraib. Houve relatos de outros feridos.
Enquanto isso, o secretário de Estado americano, Colin Powell, disse que não havia evidências de que o líder deposto do Iraque, Saddam Hussein, estava por trás da onda de ataques que se abateu sobre o país.