A ONU anunciou que está retirando temporariamente o restante de seus funcionários estrangeiros de Bagdá por razões de segurança.
"Nós chamamos o pessoal de Bagdá para discutir o futuro das operações no Iraque", disse uma porta-voz da ONU em Genebra, Marie Heuze.
A medida, porém, não afeta os funcionários das Nações Unidas no norte do país.
A medida da ONU foi tomada depois de vários ataques a funcionários de organizações humanitárias.
O último atentado, na segunda-feira, atingiu a sede da Cruz Vermelha Internacional e deixou 12 mortos – dois deles, seguranças da organização.
Bagdá
Tanto a ONU como a Cruz Vermelha já haviam afirmado que reduziriam o número de pessoas trabalhando no Iraque.
Segundo a correspondente da BBC no Iraque Jill McGivering, muitas agências reduziram o volume de suas atividades em Bagdá, e edifícios que abrigam agências da ONU na cidade foram fechados nesta quinta-feira.
Menos de 50 funcionários estrangeiros da ONU continuam no Iraque – a maior parte deles já havia sido retirada após o atentado contra a sede da organização em Bagdá em agosto, que matou o enviado da ONU para o país, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello.
Num comunicado, a porta-voz da ONU disse que as discussões na sede da organização em Nova York serão concentradas nas medidas de segurança "que teremos de tomar para atuar no Iraque".
A Cruz Vermelha ainda não determinou quantas pessoas serão retiradas de Bagdá. "Se você quer ser acessível, isso significa que não pode ter muros de concreto", disse uma porta-voz da organização.
"Nunca pediremos proteção armada, porque isso significaria colocar de lado a nossa neutralidade. Isso é inaceitável, não só no Iraque mas em todo os lugares onde estamos atuando."