China e da Coréia do Norte anunciaram nesta quinta-feira terem concordado "em princípio" com uma retomada de negociações, envolvendo seis países, a respeito do polêmico programa nuclear norte-coreano.
O anúncio, aparentemente, é o resultado da pressão chinesa sobre a Coréia do Norte para que as discussões, interrompidas em agosto, sejam retomadas.
Ele foi feito após o presidente da Assembléia Nacional Popular chinesa, Wu Bangguo, ter viajado à Coréia do Norte para se encontrar com o líder norte-coreano, Kim Jong-il.
Ainda não está claro quando a nova rodada de entendimentos seria realizada.
Concessões
As conversas de agosto sobre o programa nuclear norte-coreano, envolvendo os Estados Unidos, foram realizadas em Pequim.
As negociações, entretanto, não levaram a um consenso, e o governo norte-coreano declarou que iria em frente com seus planos nucleares.
No último fim de semana, no entanto, os Estados Unidos e seus aliados asiáticos deram sinais de que estariam prontos a fazer concessões, na esperança de que algum progresso diplomático fosse alcançado.
A Coréia do Norte disse que estava preparada para considerar uma oferta americana na qual os Estados Unidos garantiriam a segurança do país, desde que a Coréia do Norte pusesse fim ao seu programa nuclear.
A agência de notícias norte-coreana KCNA disse nesta quinta-feira que o país tomaria parte nas negociações se elas fossem norteadas pelo princípio de trazer "ações simultâneas" – em outras palavras, o país se sentaria à mesa para conversar desde que as exigências de ambas as partes fossem atendidas simultaneamente.
Acredita-se que a Coréia do Norte já tenha bombas nucleares, e o país anunciou recentemente que tinha extraído plutônio por meio do reaproveitamento de 8 mil varetas de combustível nuclear. O material poderia ser usado para a fabricação de mais bombas atômicas.
No início deste mês, durante uma reunião regional de segurança com líderes de governo em Bangcoc, a Coréia do Norte fez testes com um míssil de curto alcance.
A crise atual começou em outubro do ano passado, quando oficiais americanos disseram que a Coréia do Norte tinha admitido possuir um programa nuclear secreto, desrespeitando a um acordo assinado pelo país em 1994.