O Comitê Internacional da Cruz Vermelha anunciou nesta quarta-feira que vai reduzir ainda mais a sua equipe no Iraque.
"Nós estamos reduzindo o número de funcionários estrangeiros e aumentando as medidas de segurança à equipe que permaneceu", afirmou o diretor do comitê, Pierre Kraehenbuehl.
A decisão se segue a um atentado realizado contra a sede da organização, em Bagdá, na segunda-feira.
O ataque foi o primeiro de uma série de explosões quase simultâneas na capital iraquiana, que deixou 43 mortos, incluindo dois funcionários da Cruz Vermelha, além de 200 feridos.
Kraehenbuehl, negou, no entanto, que a organização esteja deixando o país.
Pedido de Powell
A Cruz Vermelha já havia retirado parte de seus funcionários estrangeiros depois do atentado à sede da ONU, em agosto – que matou o representante máximo do órgão no país, Sérgio Vieira de Mello, e outras 19 pessoas.
Desde então, outras agências limitaram ou interromperam seus trabalhos no Iraque, alegando não haver os níveis mínimos de segurança para operarem no país. A própria ONU retirou funcionários cuja presença não fosse essencial para a manutenção de suas operações.
Na terça-feira, o secretário de Estado americano, Colin Powell, havia pedido à Cruz Vermelha para não retirar seus funcionários estrangeiros do Iraque.
"O trabalho deles é necessário e se eles saírem, os terroristas ganham", afirmara Powell.
A organização – que está no país desde 1980 – tem desenvolvido trabalhos que vão do monitoramento das condições de prisioneiros à reconstrução da infra-estrutura do país.
A Cruz Vermelha não informou quantos funcionários deixarão o Iraque, no início desta semana havia informado que suas operações no país envolviam entre 30 e 40 estrangeiros e mais de 600 iraquianos.