Uma organização em Israel ganhou aprovação rabínica para treinar porcos que vão vigiar assentamentos judaicos na Cisjordânia.
Até agora, essas colônias vêm sendo protegidas por homens armados e por cães de guarda.
Mas uma nova idéia – a de se usar "porcos de guarda" – foi proposta por um grupo chamado de O Batalhão Hebreu.
O responsável pela organização, Kuti Ben-Yaakov, defende os planos e argumenta se tratar de uma proposta séria.
"O olfato dos porcos é bem mais desenvolvido que o dos cães", disse ele.
"Os porcos serão capazes também de identificar armas a longas distâncias e caminhar na direção do terrorista, desmascarando-os."
Virgens
Ben Yaakov acrescentou: "Além disso, este animal é visto como perigoso pelo islã e, segundo a fé muçulmana, um terrorista que toca num porco não terá direito às 70 virgens no céu".
De acordo com a lei judaica, o porco é um animal sujo. Por isso, Ben-Yaakov teve de buscar uma autorização especial de rabinos para começar a treinar sua legião de porcos de guarda.
"Fica claro que, num caso como este, a proibição existente de se criar porcos na terra de Israel não se justifica", afirmou Daniel Shilo, do Conselho Rabínico da Yesha (órgão que reúne moradores dos assentamentos judaicos na Cisjordânia).
O correspondente d BBC no Oriente Médio James Reynolds disse que alguns colonos judeus já se mostraram contrários à nova idéia.
"Poupe-nos dessa besteira", disse um porta-voz dos colonos. "Isso nunca vai acontecer."