O jornal britânico Financial Times publica nesta segunda-feira um editorial em que diz que a estabilização da economia brasileira foi uma das maiores histórias de sucesso dos últimos 12 meses.
O Financial Times afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu manter respeitáveis níveis de popularidade e mudou radicalmente a percepção dos investidores sobre o Brasil.
De acordo com o jornal, no entanto, o problema é que a economia brasileira ainda permanece relativamente estagnada.
O editorial diz que, por isso, a recuperação brasileira ainda é vulnerável e, portanto, é vital que Lula insista nas reformas que ajudarão o país a crescer e a receber mais investimentos.
Outros destaques
A edição desta segunda-feira do Financial Times também publica uma reportagem sobre o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).
O jornal afirma que o Sipam é um instrumento novo poderoso, que aumenta a capacidade do Brasil de exercer o controle ambiental e a imposição da lei em um momento em que os recursos naturais da região enfrentam uma pressão crescente.
Outro destaque na imprensa britânica é a publicação de um livro sobre a princesa Diana escrito pelo ex-mordomo da família real Paul Burrell.
O Guardian, de Londres, afirma que Burrell espera ficar multimilionário com a publicação do livro, que chega às livrarias nesta segunda-feira.
A maioria dos tablóides utiliza duros adjetivos para criticar o ex-mordomo. A exceção é o Daily Mirror, que comprou os direitos para a publicação de trechos do livro e disse que a princesa Diana teria ficado orgulhosa.
A prisão do magnata do petróleo Mikhail Khodorkovsky, o homem mais rico da Rússia, acusado de fraude e evasão fiscal, também é destaque na Europa.
O diário francês Libération diz que, embora a prisão tenha ocorrido de acordo com a lei, o sistema judicial russo precisa provar que é independente e que as denúncias de que Khodorkovsky foi preso por motivação política são falsas.
O jornal nacionalista árabe Al-Quds Al-Arabi, com sede em Londres, publica editorial sobre o ataque com mísseis que atingiu, no domingo, o hotel de Bagdá onde o subsecretário de Defesa americano, Paul Wolfowitz, estava hospedado.
De acordo com o texto, os responsáveis pelo ataque não possuiam tecnologia moderna, mas tinham algo mais perigoso: a "fé para justificar" o ataque e "o direito de resistir às forças de ocupação no Iraque".