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EUA vão enviar arma a laser ao Iraque para combater atiradores

As autoridades militares americanas planejam enviar uma arma a laser para o Iraque que tem a capacidade de localizar franco-atiradores, segundo a agência de pesquisas do Pentágono.

O equipamento foi projetado para identificar e localizar o som dos tiros de franco-atiradores da mesma forma que radares detectam objetos em movimento.

O alcance do laser é de "dezenas de quilômetros". Ele avalia o movimento de partículas para identificar de onde um tiro partiu.

Outros artefatos experimentais também serão enviados ao Iraque para tentar captar sinais emitidos por telefones celulares e pagers, que são usados para detonar bombas nas estradas à distância.

'Sem punição'

"Um dos problemas que que estamos tendo é que as pessoas no Iraque podem fazer o que quiserem sem punição. Nós não temos uma forma adequada de responder a isso", disse Anthony Tether, chefe da Agência de Pesquisa Avançada de Projetos de Defesa (Darpa, em inglês), ligada ao Pentágono.

O desenvolvimento e teste de sistemas de alta tecnologia está sendo acelerado em resposta aos problemas enfrentados pelas forças americanas no Iraque.

"O que nós estamos tentando fazer é desenvolver tecnologia que pelo menos faça as pessoas hesitarem", disse Tether.

"Elas não serão 100% da solução, mas quando você está em uma situação onde não há soluções, mesmo 25% de solução será muito bom", explicou o cientista.

A Darpa pretende enviar o equipamento de laser para o Iraque nos próximos três ou quatro meses.

Sensores

"Ele tem vários elementos de detecção. Você pode determinar pela diferença de tempo de onde o som partiu e calcular, com isso, onde ele tem que estar no terreno", explicou Tether.

O equipamento foi desenvolvido inicialmente para detectar veículos ocultos atrás de obstáculos como colinas, mas agora está sendo aperfeiçoado para ser usado contra homens armados isolados.

O projeto custou US$ 7 milhões (quase R$ 20 milhões).

Sobre o equipamento que detecta celulares e pagers, Tether diz que não é muito eficiente no centro da cidade porque "todo mundo tem um telefone celular, mas se, em um comboio que atravessa o deserto ou algo assim, começa-se a identificar sinais eletrônicos à direita em uma estrada a centenas de metros adiante, isso seria uma boa indicação", afirmou o chefe da agência de pesquisa do Pentágono.

A tecnologia da Darpa já foi empregada no Iraque e no Afeganistão, onde robôs foram usados para explorar cavernas que ocultavam forças inimigas.

E tropas americanas estão usando tradutores eletrônicos manuais desenvolvidos pela agência, que podem traduzir simples frases em inglês como "mãos ao alto" para 16 idiomas, inclusive o árabe.