O procurador responsável pelas investigações da morte da princesa Diana na Grã-Bretanha, Michael Burgess, afirmou que ainda não estabeleceu uma data para o inquérito oficial do caso.
Burgess explicou que está envolvido em outros processos e, por isso, a investigação da morte da princesa e de seu namorado, Dodi Al Fayed, está atrasada.
"Pretendo levar em conta os resultados das investigações realizadas na França, mas muito material ainda está retido nas cortes daquele país", afirmou o procurador.
Segundo a lei da Grã-Bretanha, é obrigatória a realização de um inquérito quando um britânico morre no exterior e o corpo é devolvido ao país.
Um procurador é apontado para decidir os rumos das apurações, convocar as testemunhas, as datas dos interrogatórios e as audiências públicas.
"Ainda não tenho condições de tomar decisões definitivas sobre nenhum desses assuntos, mas o farei assim que puder", disse Burgess.
Conspiração
Enquanto isso, os advogados da família real britânica estão investigando o conteúdo de um livro publicado por um ex-mordomo de Diana, Paul Burrell, que traz detalhes de cartas que Diana teria escrito falando da existência de uma conspiração para matá-la num acidente de carro.
A correpondência teria sido escrita em 1992, na época em que o casamento de Diana com o príncipe Charles começava a entrar em crise.
A suposta carta foi reproduzida na edição de segunda-feira do jornal britânico Daily Mirror, que está publicando, em capítulos, o livro escrito pelo ex-mordomo.
A princesa teria escrito na carta: "Esta fase na minha vida é a mais perigosa".
Ela teria dado o nome de uma pessoa específica que estaria "planejando um acidente em meu carro, uma falha nos freios e ferimentos graves na cabeça a fim de deixar o caminho aberto para Charles se casar".
Os advogados da família real vão ter o direito de examinar a correpondência porque ela não foi deixada como herança a Burrell.
Pela lei britânica, os direitos sobre as cartas pertencem aos filhos de Diana, os príncipes William e Harry.
Na terça-feira, o governo britânico afirmou que, apesar da indicação de um promotor, não vai haver um inquérito público para investigar a morte da princesa.
"Todo o mundo sabe que as autoridades francesas têm conduzido investigações exaustivas em torno da morte da princesa", afirmou o porta-voz. "Não há motivos para repetir tudo aqui."