O presidente George W. Bush está prestes a sancionar uma nova lei federal que restringe o direito de abortar nos Estados Unidos.
Esta é a primeira vez que limites ao aborto serão definidos nos Estados Unidos desde 1973, quando a Suprema Corte do país decidiu que a mulher tem o direito de escolher se continua grávida ou não.
A nova lei, que proíbe abortos quando a gestação já estiver em estado adiantado, foi aprovada por uma vasta maioria no Senado e com igual facilidade pela Câmara dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos.
A legislação deverá ser questionada em tribunal assim que a lei for assinada pelo presidente Bush, segundo os defensores do direito ao aborto.
Prós e antiaborto
Os que são contra o aborto defendem a nova lei alegando que ela vai impedir a prática amoral do "aborto por nascimento parcial", feito no quinto ou sexto mês de gravidez.
O procedimento envolve a extração do corpo intacto do feto pela vagina depois que o cérebro é removido por sucção.
Muitas mulheres optam pelo "aborto por nascimento parcial" com base no fato de o feto trazer anomalias graves ou fatais ou porque a gestação traz algum risco de vida ou à saúde delas.
Já os ativistas pró-aborto argumentam que tal procedimento pode ser, às vezes, necessário para salvar a vida da mulher.
Os movimentos pró-aborto também dizem que a nova legislação é o primeiro passo para a proibição total do aborto nos Estados Unidos.