O procurador-geral da República venezuelano, Isaías Rodríguez, afirmou que integrantes das Forças Armadas podem participar do abaixo-assinado pedindo a realização de um referendo sobre o mandato de Hugo Chávez.
Rodríguez acrescentou que, embora os militares possam assinar as petições, eles devem se manter passivos em atos públicos de natureza política.
A Constituição venezuelana dá direito de voto aos militares, mas os proíbe de participar de eventos políticos.
Na semana passada, oito soldados foram exonerados porque seus nomes estavam em um abaixo-assinado de fevereiro que pedia a realização de um plebiscito.
A oposição quer que a população vote pela continuidade ou pelo fim antes do prazo do mandato do presidente.
O Conselho Nacional Eleitoral – órgão equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral no Brasil – já rejeitou dois abaixo-assinados com milhões de assinaturas, mas deu um prazo de quatro dias no fim do mês que vem para que a oposição recolha novas assinaturas.
Motim
Em outros acontecimentos na Venezuela nesta segunda-feira, 150 pessoas foram feitas reféns em uma rebelião em uma prisão em Ciudad Bolívar, no leste do país.
Os detentos reivindicam a presença de Isaías Rodríguez e do ministro do Interior, Lucas Rincón.
Os amotinados querem que os seus processos sejam acelerados e reclamam da qualidade das refeições.
Os presos tomaram parentes que estavam os visitando como reféns, mas alguns deles teriam permanecido na prisão voluntariamente.