A polícia britânica prendeu, em Londres, dois homens suspeitos de envolvimento em um plano para assassinar o presidente da Rússia, Vladimir Putin.
A notícia foi publicada neste domingo pelo jornal britânico The Sunday Times, que afirmou ainda que os suspeitos planejavam executar o crime quando Putin estivesse fora de seu país.
A Scotland Yard confirmou que dois russos, cujas identidades não foram reveladas, haviam sido detidos no dia 12 de outubro, "depois de serem acusados de ofender o Ato Terrorista de 2000".
Ainda segundo a polícia, os suspeitos foram soltos no sábado.
Uma porta-voz da Scotland Yard se recusou a comentar boatos de que a liberação dos dois homens ocorreu sob a condição de eles voltarem para a Rússia.
Ex-KGB
O jornal The Sunday Times afirmou que oficiais do serviço de inteligência da polícia foram alertados por Alexander Litvinenko, ex-funcionário da FSB, entidade que substituiu a agência de inteligência russa KGB.
Ele teria dito que um dos homens era um agente da KGB, identificado apenas como Major P.
Segundo Litvinenko, que vive na Grã-Bretanha na condição de asilado político, os dois estavam tentando cooptar imigrantes russos para ajudar no plano conspiratório contra a vida do presidente Putin.
Ainda de acordo com o jornal, os suspeitos teriam dado a Litvinenko detalhes do plano em um encontro. Temendo se envolver, o ex-agente então alertou as autoridades.
"O Major P. afirmou que Putin tinha que ser eliminado porque estava levando a Rússia à falência e iria colocar muita gente na cadeia", disse Litvinenko ao The Sunday Times.
O ex-agente disse ainda que, na reunião com os suspeitos, foi levantada a hipótese de usar separatistas chechenos como franco-atiradores para realizar uma emboscada contra Putin.