O novo presidente da Bolívia, o intelectual Carlos Mesa Gisbert, é um jornalista e historiador de 50 anos e há 14 meses era o vice-presidente do presidente Gonzalo Sánchez de Lozada.
Mesa, que chegou ao governo sem ter partido, ainda acumulava a presidência do Congresso e rompeu com Sánchez de Lozada no início desta semana.
"Não apoio o governo nesta ação, não posso aceitar como cidadão nem como homem de princípios que a morte seja a resposta para a pressão popular, e não creio que o diálogo proposto pelo governo seja suficiente", explicou.
A popularidade de Mesa – um dos donos da rede nacional de televisão Periodistas Asociados Televisión (PAT) – foi conquistada em uma longa carreira na área da comunicação.
Mesa nasceu em La Paz no dia 12 de agosto de 1953 e começou a sua carreira de jornalista cedo, em 1969, nas Radiodifusoras Cristal.
Trajetória
Aos 23 anos, foi um dos fundadores da Cinemateca Boliviana, e chegou a subdiretor do jornal Ultima Hora, além de atuar pelas publicações Hoy, Presencia, La Razón e La Prensa, entre outras.
Mesa estudou nas universidades Complutense de Madrid e Mayor de San Andrés, em La Paz, onde se formou em Literatura em 1978.
Em 1994, Mesa conquistou o Prêmio Internacional de Jornalismo "Rey de España" e em 2000, o Prêmio de Jornalismo da Fundação Manuel Vicente Ballivián.
Além de atuar como colunista e crítico de cinema em vários meios de comunicação, Mesa também publicou dez livros.
Uma de suas obras mais importantes é "Presidentes de Bolivia: entre urnas y fusiles" (Presidentes da Bolívia: entre urnas e fuzis, de 1983).