O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, elogiou os esforços das Filipinas no que chama de "guerra internacional ao terrorismo".
Falando para o Congresso filipino em Manila, Bush afirmou que ainda é grande a ameaça de grupos militantes islâmicos no país, como o Abu Sayyaf.
O presidente americano prometeu dar treinamento e levantar fundos para ajudar a modernizar as forças armadas filipinas.
A presidente das Filipinas, Gloria Arroyo, agradeceu a Bush por seu apoio.
Mas vários filipinos foram às ruas para protestar contra a visita do presidente americano, queimando bandeiras dos Estados Unidos.
Nas primeiras horas deste sábado, as autoridades filipinas anunciaram a prisão de Taufiq Rifqi, também conhecido como Abu Obaida, um indonésio tido como segundo comandante do grupo militante Jemaah Islamiyah, que acredita-se ter ligações com a rede Al-Qaeda.
Questões econômicas
Bush chegou na manhã deste sábado às Filipinas, a segunda escala de uma visita que faz a seis países asiáticos.
Sua primeira parada foi o Japão, onde Bush e o primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, reforçaram a necessidade de "uma solução pacífica" para a crise com a Coréia do Norte.
Em um jantar oficial em Tóquio, Bush fez elogios a Koizumi, que no início da semana havia prometido uma ajuda de US$ 1,5 bilhão para a reconstrução do Iraque.
Bush também expressou sua preocupação com o fato de a moeda japonesa enfraquecida estar prejudicando as exportações americanas, mas reiterou seu "apoio para um dólar mais forte e taxas de câmbio determinadas pelo mercado".
O presidente dos Estados Unidos ainda deve passar pela Tailândia, Cingapura, Indonésia e Austrália nos próximos oito dias.
Na Tailândia ele vai se reunir com outros líderes da região para o fórum anual do bloco de Cooperação Econômica dos Países da Ásia e do Pacífico (Apec, na sigla em inglês).
A chamada "guerra ao terrorismo" e a ajuda financeira ao Iraque também estarão na sua pauta.
Mas o correspondente da BBC Rob Watson, que acompanha a viagem de Bush, afirma que as questões que devem se sobressair são as relativas a comércio e câmbio.
Muitos investidores e executivos americanos acusam o Japão e a China de manter suas moedas em baixa para facilitar a venda de seus produtos nos Estados Unidos, provocando uma queda do número de empregos e das exportações americanas.