O presidente americano George W. Bush chegou nesta sexta-feira ao Japão na primeira etapa de uma visita de oito dias a seis países na Ásia e na região do Oceano Pacífico.
Bush passa poucas horas em Tóquio, onde deve discutir com o primeiro-ministro Junichiro Koizumi a possibilidade do envio de tropas japonesas ao Iraque, já que nesta semana o Japão se comprometeu a contribuir com US$ 1,5 bilhão (R$4,2 bilhões) para a reconstrução do país.
Os chefes de governo também devem discutir a tensão nuclear envolvendo a Coréia do Norte, fortalecendo as negociações multilaterais sobre o programa atômico norte-coreano.
"Falarei com o primeiro-ministro sobre (...) o que precisamos fazer para manter o processo vivo, forte e manter a coalizão dos países da paz unida. Dessa forma, teremos uma só mensagem e um só discurso", declarou Bush.
Bush disse ainda que Koizumi é um amigo de verdade.
Visita longa
A atual viagem é a mais longa de um presidente americano à região desde a Guerra do Vietnã.
A viagem de Bush ainda tem escalas em Cingapura, Tailândia, Indonésia, Filipinas e Austrália.
Na Tailândia, o presidente americano participará do fórum anual da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico.
O que os Estados Unidos definem como "guerra ao terrorismo" e o financiamento da reconstrução do Iraque devem estar entre os principais pontos de discussão em todos os países.
Entretanto, comércio exterior também deve ser um assunto relevante da viagem.
Muitos empresários e trabalhadores americanos acusam o Japão e a China de manter suas moedas desvalorizadas para exportar mais para os Estados Unidos, o que, segundo eles, estaria prejudicando os negócios americanos.
Antes de partir para a Ásia, Bush prometeu tratar do assunto.