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EUA aceitam adiar voto sobre o Iraque até quinta

O governo dos Estados Unidos aceitou adiar a votação sobre uma nova resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) até as 11h00 desta quinta-feira.

A administração de Washington está pressionando para que a sua proposta sobre o futuro do Iraque seja votada logo, mas a Rússia, a Alemanha e a França querem mais tempo para poder discutir o texto.

O embaixador russo na ONU; Sergei Lavrov, disse que Vladimir Putin, da Rússia, Gerhard Schröder, da Alemanha, e Jacques Chirac, da França, devem realizar uma conferência telefônica nesta quinta-feira antes da votação.

Lavrov admitiu que muitas das exigências feitas pelos três países aparecem na nova proposta de resolução, mas que os três líderes ainda precisavam discutir o texto final do documento e dariam um parecer conjunto sobre ele.

O embaixador afirmou que só então os representantes dos três países estarão aptos para votar, orientados por seus líderes.

Debate

O debate sobre a nova proposta de resolução foi adiado devido aos esforços diplomáticos para conquistar apoio à proposta americana.

A recusa americana em incluir um prazo para a realização de eleições por um governo no Iraque provocou críticas entre vários integrantes do Conselho de Segurança da ONU.

O embaixador chinês, Wang Guangya, também disse esperar mais adaptações no texto.

"Ele ainda está abaixo das nossas expectativas", disse Guangya. "Se pudesse ser dada mais importância às Nações Unidas e se houvesse mais clareza na linguagem para indicar que a volta da soberania do povo iraquiano será breve, isso seria bem vindo."

Na terça-feira, a Rússia, ao lado da França e da Alemanha, submeteram seis emendas sobre a proposta americana.

As diferenças estão diminuindo, mas a Rússia continua a encontrar defeitos na resolução e ainda não quer votar, segundo o correspondente da BBC em Moscou, Steve Rosenberg.

O governo de Moscou está preocupado com o papel das Nações Unidas na normalização da vida política no Iraque, bem como ocom um mandato para uma futura força internacional de paz.

A resolução precisa de, no mínimo, nove votos a favor dos 15 integrantes do Conselho de Segurança e não pode ter nenhum veto dos cinco permanentes, entre eles a Rússia, a França e a China.