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Diferenças vêm à tona na chegada de Lula à Argentina

Mal o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pôs os pés em Buenos Aires, na noite de quarta-feira – acompanhado da primeira-dama Marisa Letícia e de uma comitiva oficial –, e as diferenças entre os governos do Brasil e da Argentina começaram a vir à tona.

A comitiva de Lula, com cinco ministros, entre eles Antonio Palocci, da Fazenda, e oito parlamentares, foi recebida no aeroporto por funcionários do segundo escalão do governo argentino.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que também integra a comitiva presidencial, disse que, entre os anúncios bilaterais a serem feitos nesta quinta-feira, está a idéia de o Brasil ocupar uma cadeira permanente na ONU, com a Argentina como sua convidada direta nas discussões.

Logo depois, o número dois do Ministério das Relações Exteriores da Argentina, Martin Redrado, discordava:

“Este assunto não vai ser tratado. A posição argentina é conhecida e não mudou. Nós defendemos uma cadeira rotativa para todos os integrantes da região.”

As declarações de Celso Amorim e também de Redrado foram feitas ainda na Base Aérea de Buenos Aires, assim que o avião presidencial brasileiro aterrisou na capital da Argentina.

Segundo o chanceler Celso Amorim, Brasil e Argentina farão hoje uma série de anúncios de acordos, que vão desde infraestrutura, como a maior integração física entre os dois países, e agricultura, às questões sociais.

Entre eleas está o chamado Consenso de Buenos Aires, um documento que será assinado, nesta quinta-feira, pelos presidente Lula e Néstor Kirchner, da Argentina, durante cerimônia na Casa Rosada.