França, Alemanha e Rússia – os três principais críticos à política americana para o Iraque – aceitaram votar a favor da última resolução proposta pelos Estados Unidos ao Conselho de Segurança da ONU, segundo o chanceler alemão, Gerhard Schröder.
No entanto, os três países continuam expressando preocupações e tendo ressalvas. Eles não vão contribuir com dinheiro nem com o envio de tropas.
"Concordamos que a resolução é realmente um passo importante e na direção certa", declarou Schröder, após uma conferência telefônica de 45 minutos com os presidentes da França, Jacques Chirac, e da Rússia, Vladmir Putin.
O chefe de governo alemão disse, no entanto, que a resolução não é adequada para a situação do Iraque e que, por esse motivo, os três países não vão oferecer verbas nem ajuda militar.
A França e a Rússia, membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, têm poder de veto.
A China, outro país que tem poder de veto nas decisões do Conselho, também tem demonstrado pouco entusiasmo com a resolução americana, que é formalmente apoiada pela Grã-Bretanha e pela Espanha.
Na quarta-feira, porém, o embaixador chinês na ONU, Wang Guangya, disse que o país está vendo o texto de forma "cada vez mais positiva".
"O que queremos é um papel mais forte para a ONU e a volta da soberania. No momento, acho que a resolução está longe do que esperamos. Mas acredito que os membros do Conselho devem estar sempre dispostos a ceder", declarou o embaixador.
Adiamento
A resolução precisa de no mínimo 9 votos entre os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU e não pode ser vetada para poder ter força.
A votação deveria ter disso realizada na noite de quarta-feira, mas foi adiada depois que a Rússia insistiu em realizar discussões de última hora com seus aliados.
Os três países, que fizeram grande oposição à guerra no Iraque, exigiam o estabelecimento de um cronograma para a eleição de um governo no Iraque.
Eles demonstraram preocupação com o papel das Nações Unidas na reogarnização política do Iraque, além de um mandato para uma futura tropa internacional de paz.
Washington aceitou modificar o texto original da proposta de resolução, mas não estabeleceu nenhum cronograma.