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EUA vetam resolução contra 'muro' de Israel

Os Estados Unidos lançaram mão do seu poder de veto no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para impedir a aprovação de uma resolução que condena a construção de um muro de 245 quilômetros de extensão em Israel.

O governo israelense justifica a construção da "cerca de segurança" – da qual já foram construídos 150 quilômetros (por três de altura) – para impedir que ataques suicidas sejam lançados dos territórios palestinos na Cisjordânia.

Já os palestinos dizem que a rede de muros, cercas e trincheiras serve ao objetivo de possibilitar a anexação de mais território palestino.

A justificativa dos americanos para o veto foi que a resolução era unilateral nas suas críticas a Israel.

Relatórios mensais

A resolução também previa relatórios mensais do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, comentando se Israel estaria respeitando a decisão.

Durante o debate sobre a resolução, Nasser al Kidwa, um observador palestino na ONU classificou a barreira de "crime contra a humanidade".

Enquanto isso, o embaixador israelense, Dan Gillerman, a defendeu como uma "medida para evitar o terrorismo".

Os Estados Unidos foram o único país a votar contra a resolução.

Bulgária, Camarões, Alemanha e Grã-Bretanha se abstiveram.

O presidente George W. Bush classificou a barreira apenas de "um problema".