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EUA dizem que vão convocar voto sobre o Iraque

O embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), John Negroponte, afirmou que o seu país vai convocar nesta quarta-feira, no Conselho de Segurança, uma votação sobre uma versão revisada da resolução sobre o Iraque.

O anúncio de Negroponte foi feito pouco depois de os representantes americanos terem divulgado uma versão revisada da resolução, já com as emendas sugeridas por Rússia, França e Alemanha.

As discussões dos integrantes do Conselho de Segurança se estenderam até tarde da noite de terça-feira, em um esforço para adaptar o projeto de resolução e conseguir o apoio mais amplo possível.

A nova versão, concluída depois de quase dois meses de negociações, não determina prazos para se chegar a um acordo sobre um cronograma para a devolução da soberania do Iraque aos iraquianos.

A França, a Alemanha e a Rússia queriam fixar uma data limite para encerrar o período de ocupação americana, mas os Estados Unidos e a Grã-Bretanha se recusaram.

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O correspondente da BBC na ONU, Greg Barrow, disse que ainda não ficou claro se a última versão da resolução será capaz de conquistar o apoio de países como a França, a China e a Rússia.

Ninguém deve vetar a resolução, mas se todos se abstiverem de votar, os diplomatas temem que a mensagem do Conselho de Segurança sobre as suas intenções no Iraque será enfraquecida.

Ainda na terça-feira, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que o novo texto da resolução "não representava uma grande mudança" e aconselhou os Estados Unidos a fixarem prazo para o fim da ocupação.

Em um aceno aos críticos, os americanos incluíram a frase que o Conselho de Governo do Iraque "vai encarnar a soberania do Estado do Iraque", mas Annan classificou-a de "frase agradável" que "faz pouca diferença".

"Acho que fizemos todos os esforços possíveis para incluir as opiniões das várias delegações", disse Negroponte.