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Ataque a comboio mata três americanos em Gaza

Um comboio americano foi atingido por uma grande explosão na Faixa de Gaza, nesta quarta-feira.

Fontes americanas afirmam que pelo menos três americanos – dois guarda-costas e um diplomata – teriam morrido e outro teria ficado ferido na explosão, que testemunhas dizem ter sido provocada por uma bomba ou mina colocada ao lado da estrada.

O comboio com agentes da CIA, o serviço secreto americano, tinha acabado de entrar na Faixa de Gaza, vindo de Israel.

A bomba explodiu a cerca de 1 km do posto de fronteira de Erez.

Mohammed Radwan, um motorista de táxi palestino, disse que estava em um posto de gasolina perto do local quando houve a explosão.

"Eu estava para abastecer o meu carro quando vi o carro do comboio americano passando. Havia um carro palestino na frente e, depois, três carros americanos grandes. Quando o terceiro passou, houve a explosão", disse Radwan à agência de notícias Associated Press.

"Os dois primeiros carros seguiram rapidamente e pararam longe do local da explosão. Seguranças palestinos saíram rapidamente do carro em que estavam e seguiram em direção ao carro atingido. Quando eu tentei me aproximar, eles gritaram para que eu fosse embora. Eu vi dois corpos cobertos em sangue deitados perto do carro", afirmou o motorista.

Blindagem

As primeiras informações davam conta de que John Wolf, diretor da equipe de monitoramento dos Estados Unidos para o plano de paz, estaria no grupo.

Mas representantes do governo americano disseram que ele não está na região.

A bomba destruiu completamente uma Cherokee que estava mais próxima do centro da explosão.

O deslocamento de funcionários de governos estrangeiros na região geralmente é feito em veículos com blindagem pesada e com grande escolta.

A Autoridade Palestina condenou o suposto ataque. O primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, prometeu abrir uma investigação para encontrar os responsáveis.

"Nós pedimos desculpas pelo ataque. Nós condenamos o ocorrido e iremos investigá-lo", afirmou Korei.

É a primeira vez que um alvo americano é atingido dentro dos territórios palestinos.

A explosão ocorreu apenas horas depois que os Estados Unidos – o mais próximo aliado de Israel – vetaram uma resolução do Conselho de Segurança da ONU condenando a construção de um muro por Israel na Cisjordânia.

A proposta, apresentada por países árabes, declarava que a construção do muro é ilegal segundo as leis internacionais e deve ser interrompida.