Manuel Marulanda, líder maior das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), enviou uma carta aberta aos líderes militares do país pedindo o início de negociações por uma trégua na Colômbia.
Na carta, o líder revolucionário conhecido como Tiro Certeiro diz já ser tempo de os rebeldes e os oficiais iniciarem as conversas de paz.
Ele disse ainda que com uma troca de opiniões civilizada, ambos os lados poderiam resolver as suas diferenças e chegar a uma solução definitiva para as causas políticas, econômicas e sociais do conflito.
A guerra civil na Colômbia já dura décadas. Há cinco meses, uma carta aberta das Farc de conteúdo semelhante foi ignorada pelo alto comando do Exército colombiano.
Mortes
Desde o início da campanha para as eleições regionais, 26 políticos já foram assassinados na Colômbia.
Os dados oficiais mostram que pelo menos 50 candidatos abandonaram o pleito por causa das pressões de grupos armados.
Na carta aberta, Marulanda escreve:
"Estamos em falta, nós e vocês, de nos sentarmos para conversar a sério e resolver as nossas diferenças por um intercâmbio civilizado de opiniões."
No documento, o Tiro Certeiro critica as reprimendas públicas e particulares que o presidente Álvare Uribe tem feito às gestões dos oficiais à frente das operações contra a guerrilha.
O líder rebelde se diz solidário com os militares colombianos e afirma que "os soldados e guerrilheiros são as principais vítimas da guerra, bem como as ONGs e a população civil, que sofrem com mentiras e com prisões arbitrárias por supostos vínculos com a guerrilha."
Segundo a imprensa local, a estratégia das Farc seria dividir o Exército internamente e também os seus representantes no governo.