O presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, anunciou a intenção de realizar um referendo sobre o seu mandato em meados de dezembro. Ele admitiu ter perdido a confiança sobre a sua capacidade de governar.
Se não obtiver o apoio popular na votação, disse o presidente, ele renunciará e chamará novas eleições presidenciais para abril de 2004.
"Cheguei a uma situação em que não posso conduzir a Presidência", afirmou Roh num discurso na televisão. "Não tenho confiança para fazer meu trabalho nessa situação."
No poder há apenas oito meses, a popularidade de Roh despencou após escândalos financeiros e a recessão econômica que vive o país.
Coréia do Norte
A forma como Roh tem lidado com as relações com os Estados Unidos e a questão da Coréia do Norte também são motivos de críticas.
O mandato do presidente da Coréia do Sul, de 57 anos, termina apenas em 2008.
A idéia de fazer um referendo foi inicialmente aventada por Roh na sexta-feira, provocando um pedido coletivo de renúncia de seu gabinete – o presidente não aceitou a renúncia.
Promotores sul-coreanos estão investigando acusações de que Choi Do-sool, assessor do presidente por muitos anos, teria recebido um pagamento de uma grande empresa pouco após as eleições presidenciais de dezembro passado.
O SK Group, terceiro maior conglomerado empresarial do país, teria dado a ele cerca de US$ 1 milhão (cerca de R$ 2,8 milhões).
Não há provas de envolvimento direto do presidente Roh Moo-hyun no escândalo e o promotores não têm planos de questioná-lo no momento.