O primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, ordenou nesta sexta-feira a dissolução da câmara baixa do Parlamento para que novas eleições gerais aconteçam antes do previsto.
Os ministros concordaram com a dissolução e as eleições devem acontecer no dia 9 de novembro.
Koizumi, que pela lei japonesa precisava convocar uma nova eleição até junho de 2004, goza de altos índices de popularidade e recentemente ganhou a liderança de seu partido após uma batalha interna.
O Partido Liberal Democrático japonês e seus aliados têm uma maioria de quatro nas 480 cadeiras na câmara baixa do Parlamento.
Eleições gerais
Depois de obter 233 cadeiras na última eleição, a meta agora é conquistar uma maioria absoluta.
Esta será a primeira eleição geral do mandato de Koizumi, no poder desde 2001.
A decisão do gabinete será submetida ao imperador Akhito para a sua aprovação.
No ato final do Parlamento antes de a câmara baixa ser dissolvida, Koizumi pressionará para que uma nova lei antiterrorismo seja aprovada.
A lei permite que o Japão amplie a atual lei antiterrorismo do país - que vai expirar no dia 1º de novembro e autoriza o envio de navios para o Oceano Índico com o objetivo de abastecer navios americanos que atuam em operações ao redor e no Afeganistão.
Segundo analistas, o maior desafio do novo governo de Koizumi será fazer com que a economia japonesa, há anos estagnada, volte a crescer.