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Cruz Vermelha diz que situação em Guantánamo é inaceitável

Um alto funcionário da Cruz Vermelha que visitou a prisão onde 600 estrangeiros são mantidos sob custódia americana na base militar de Guantánamo, em Cuba, criticou severamente as condições do local.

Christophe Girod afirmou que é inaceitável que os presos fiquem detidos por tempo indeterminado, sem julgamento, por quase dois anos.

Girod disse ao jornal The New York Times que a Cruz Vermelha está revelando sua avaliação porque ações particulares junto às autoridades americanas não levaram a nada.

Segundo o funcionário da Cruz Vermelha, "um grande problema" é a constatação de que o estado mental dos prisioneiros sofreu uma preocupante deterioração.

Intervenção

Antes da divulgação das impressões de Girod, um grupo de ex-juízes, diplomatas e advogados militares anunciou que vai solicitar à Suprema Corte dos Estados Unidos uma intervenção em defesa dos prisioneiros de Guantánamo.

O grupo espera que o topo do Poder Judiciário americano concorde em rever a detenção de suspeitos integrantes da rede Al-Qaeda e do regime do Talebã que encontram-se sob custódia americana no campo militar.

Autoridades americanas insistem que têm motivos para manter os suspeitos presos, e que todos eles passarão por julgamento no tempo devido.

Um almirante aposentado, Donald Guter, disse que o governo dos Estados Unidos abriu um precedente perigoso contra seus próprios soldados em conflitos futuros.