Um alto integrante do gabinete palestino negou informações que diziam que o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, teria sofrido um leve ataque do coração.
O líder palestino, de 74 anos, estava pálido e aparentava cansaço durante a cerimônia de posse do novo ministério, na terça-feira. Segundo alguns relatos, ele teria precisado ser amparado por assessores.
Mas o ministro do gabinete Saeb Erekat disse à agência Associated Press que Arafat não sofreu um ataque cardíaco, mas sim foi abalado por um vírus que afetou o estômago.
A aparição de Arafat que levantou as suspeitas ocorreu quando se confirmou o nome dos ministros da equipe do novo primeiro-ministro, Ahmed Korei.
Cessar-fogo
Korei fez uma nova proposta de cessar-fogo a Israel, mas sua iniciativa foi recebida de forma fria pelas autoridades israelenses.
O ministro do Trabalho de Israel, Zevulon Orlev, declarou que o novo governo palestino precisa provar suas intenções por meio de ações no combate ao terrorismo, e não com palavras.
Um ataque suicida no sábado em Haifa (norte de Israel) motivou novos chamados ao governo do premiê Ariel Sharon para expulsar Arafat dos territórios palestinos.
O gabinete israelense já decidiu "em princípio" pela "remoção" de Arafat, mas ainda não tomou medidas concretas contra o líder palestino, acusado por Israel de patrocinar e incentivar ataques contra civis.
Há tempos que a saúde de Arafat é motivo de especulações. Um tremor em seus lábios era visto como sinal de que ele teria Mal de Parkinson.
O diário britânico Guardian, citando "assessores", disse que Arafat sofreu um leve ataque cardíaco na semana passada mas que a notícia foi mantida em sigilo para evitar pânico.
A Associated Press diz que o médico pessoal do líder palestino foi chamado ao complexo onde ele vive em Ramallah em 29 de setembro, após suspeitas de que ele tivesse sido envenenado.
Mais tarde, porém, o médico falou que Arafat sofria de um gripe que atacou o estômago e que estava relativamente bem.
Um porta-voz da chancelaria israelense disse que o seu país "provavelmente" permitiria que Arafat deixasse o complexo presidencial onde está cercado há quase dois anos em caso de uma emergência médica.