Aviões de guerra israelenses atacaram neste domingo que Israel diz ser “bases de treinamento de militantes palestinos” dentro do território da vizinha Síria.
De acordo com um comunicado militar, o alvo era o “campo de Ein Saheb”, que fica a cerca de 20 km de damasco, a capital da Síria.
Israel alega que o campo era usado para treinar militantes dos grupos Jihad Islâmico e Hamas.
O ataque, segundo os israelenses, foi mais uma resposta ao atentado suicida que deixou 19 mortos no sábado na cidade de Haifa, no litoral norte de Israel.
O ataque surpreendeu analistas no Oriente Médio porque ocorreu dentro do território de um país que há cerca de 20 anos não estava diretamente envolvido em um conflito com Israel.
O único país da região que, em anos recentes, sofreu incursões de Israel foi o Líbano, sede do grupo militante Hezbollah.
O governo sírio ainda não se manifestou sobre o incidente, mas um porta-voz do grupo Jihad islâmico afirmou que sua organização não “possui qualquer base de treinamento na Síria ou em qualquer outro país”.
A ação faz parte de uma série de ataques realizados por tropas israelenses desde o atentado de sábado.
Mais cedo, a casa da palestina apontada com a autora do atentado em Haifa foi demolida.
Ataques com mísseis também foram realizados em diferentes pontos da Faixa de Gaza, onde fica sediado o grupo Jihad Islâmico, que assumiu a autoria da ação de sábado.
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