O ataque suicida a um restaurante movimentado na cidade de Haifa provavelmente vai levar a novas pressões em Israel para que o gabinete implemente sua decisão - tomada depois de um ataque suicida em setembro - de remover o líder palestino, Yasser Arafat.
Até agora, Israel está evitando expulsar Arafat principalmente por causa da pressão dos Estados Unidos.
Washington teme que qualquer tentativa de remover o líder palestino - o que poderia levar à morte dele - provoque tumultos em todo o mundo árabe, podendo complicar ainda mais a situação no Iraque.
E provavelmente marcaria o fim do plano de paz internacional, o Mapa da Paz, apoiado pessoalmente pelo presidente americano, George W. Bush.
Pressão
Em Israel, oficiais de segurança estão divididos.
Alguns dizem que a remoção de Arafat apenas reforçaria grupos militantes palestinos como Hamas e levaria a mais violência.
Mas pelo menos um ministro do governo de Israel já pediu a expulsão dele, e a pressão deve aumentar.
É algo que o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, vem querendo há anos.
Ele argumenta que, apesar das denúncias públicas contra atentados suicidas feitas por Arafat, privadamente o líder palestino estimula isso.
Muitos israelenses acreditam que Arafat poderia parar os ataques se quisesse.
Mas a maioria dos palestinos dizem que os militantes estão fora do controle dele, embora ele ainda seja um símbolo poderoso e a imagem do nacionalismo palestino.