Será que o presidente George W. Bush está indo pelo mesmo caminho de seu pai?
Até esse verão, a administração Bush aparentava ter aprendido bem as lições deixadas pelo Bush pai, que também lutou uma guerra vitoriosa contra o Iraque, mas negligenciou assuntos mais próximos de casa. De repente, a administração parece ter pedido a conexão.
As pesquisas de opinião sugerem uma contínua queda na popularidade do presidente Bush, e o fracasso em encontrar armas de destruição em massa no Iraque está sendo visto como mais uma bofetada.
No mais recente debate realizado em Nova York, os pré-candidatos democratas ficaram particularmente entusiasmados ao responder sobre as suas chances de derrotar George W. Bush.
Prêmio
Todos estão, de repente, alertas para o fato de estarem competindo por um prêmio real – a chance de concorrer com o presidente e ganhar.
Durante o verão, à medida em que a campanha dos democratas foi acelerada, a nação não parecia convencida.
Os esforços do partido para encontrar um candidato que pudesse chegar a algum lugar pareciam fadados ao fracasso.
Mas agora, com o Iraque em tumulto e a popularidade de Bush caindo, o comentarista conservador Fred Barnes diz que os democratas estão realmente acreditando que podem derrotar esse presidente – agora ele está vulnerável.
Crise
Os números das pesquisas de opinião são realmente amargos – a popularidade geral do presidente está de volta ao nível de quando ele ganhou o posto na Casa Branca, mas perdeu no voto popular em 2000.
Mas as pesquisas de opinião não contam toda a história, segundo Scott Keeter, do Centro de Pesquisa Pew.
Ele diz que as pessoas ainda admiram o presidente, até gostam dele e o consideram confiável e decente. Mas elas agora acreditam que o julgamento dele em relação a assuntos importantes tem sido equivocado.
As pessoas não têm mais certeza de que – se tiver novamente de enfrentar um grande crise – ele fará a coisa certa.
Quando apareceu no gramado da Casa Branca na sexta-feira de manhã, o presidente certamente tinha um ar descuidado.
Ele aparentava estar na defensiva – especialmente em relação ao assunto das pesquisas de opinião. Ele nem as percebeu, segundo o que disse – sempre um sinal de um político em dificuldades.
Empregos e dinheiro
Será que o presidente pode se recuperar? Claro que sim.
O Iraque pode ser pacificado, Saddam Hussein pode ser pego. A economia pode melhorar. Na verdade, pode até já estar melhorando.
Novos dados sugerem que o nível de emprego nos Estados Unidos subiu pela primeira vez em oito meses.
E há também uma outra grande razão para não descartar totalmente o presidente. Ele já conseguiu arrecadar o maior cofre de guerra na história da presidência americana.
Ele provavelmente terá cerca de US$ 200 milhões prontos para serem gastos em propaganda quando a campanha realmente começar.
O comentarista Fred Barnes diz que esse dinheiro pode permitir que ele chegue até as pessoas, passando por cima de seus críticos, na imprensa nacional.
Será que o presidente Bush pode comprar o seu retorno ao poder? Em uma corrida apertada – e parece que vai ser uma disputa acirrada – dinheiro pode fazer toda a diferença.