Autoridades romenas ordenaram que a adolescente filha de um rei cigano viva separada de seu novo marido, também menor de idade.
Anca Dragan, chefe do serviço de proteção à criança da cidade da Transilvânia, disse que o casal deveria parar de ter qualquer relação marital ou seria mandado para instituições do estado para educação de menores.
A ação veio depois de uma onda de protestos dentro e fora do país.
Ana-Maria Cioaba, que tem 12 ou 14 anos de acordo com fontes diferentes, aparentemente casou-se forçada e mostrou não concordar com a escolha de seus pais logo durante a cerimônia.
Direitos humanos
O caso fez com que a comissionária de Direitos Humanos da União Européia, Anna Diamantopoulou, dissesse que a comunidade cigana não ajuda a combater a discriminação que sofre, além de abusar dos direitos do próprio povo.
"Quando direitos humanos fundamentais e certas tradições antigas colidem, são as tradições que têm que se adaptar e os direitos que prevalecer", disse ela num pronunciamento na quarta-feira.
O pai da menina, que se proclama rei, Florin Cioaba, apareceu na televisão para defender o casamento.
"Como pai eu sei o que é melhor para meus filhos. Algumas leis têm que ser respeitadas. Temos uma tradição de casarmos nossos filhos menores de idade", disse ele.
A polícia de Sibiu, onde o casamento ocorreu, abriu um inquérito e pessoas da família estão depondo.
Mas os parentes disseram que a investigação está sendo distorcida "contra a família real".
A idade legal mínima para casamento na Romênia é de 16 anos, mas correspondentes dizem que a prática de casamentos em idade escolar é comum no país e autoridades fingem não ver.