O jornal britânico The Guardian desta quinta-feira traz uma manchete bombástica sobre o fracasso dos principais testes realizados com plantações transgênicas na Grã-Bretanha.
O diário diz que depois de três anos de pesquisas chegou-se à conclusão de que duas das três plantações transgênicas do país – de beterraba e de colza, um tipo de couve cuja semente é usada para a fabricação de óleo – se mostraram prejudiciais ao meio ambiente.
Apenas o milho deverá ser recomendado para aprovação, e com ressalvas.
Ainda no Guardian, um ex-diplomata britânico denuncia a forma com que o governo de Tony Blair tratou o material de inteligência sobre as supostas armas de destruição do Iraque.
Segundo a fonte do jornal, "a baixa qualidade do material foi aceita muito facilmente como sendo valiosa".
Muro de Berlim
Já o jornal alemão Berliner Zeitung trata dos custos da reunificação da Alemanha, passados 13 anos da queda do muro de Berlim.
Em um longo artigo, o periódico diz que ninguém gosta muito de falar sobre esse assunto atualmente e ouve as opiniões de economistas do oeste e do leste do país.
Uns afirmam que a reunificação é a culpada pela prolongada crise que o país enfrenta, outros discordam. No entanto, ninguém se arrisca a calcular qual a medida dessa "culpa", ressalta o diário.
Além disso, as vantagens – como o maior peso da Alemanha unificada na União Européia – tampouco costumam ser lembradas nessas avaliações.
Hong Kong
No editorial "Dizendo uma coisa, fazendo outra", o jornal popular Hong Kong's Apple Daily, de Hong Kong, comenta as comemorações do 54º aniversário da República Popular da China, na quarta-feira.
O articulista critica a falsa, na sua opinião, demonstração de paz e serenidade e pergunta: "Quando será que Hong Kong não precisará se preocupar com a pátria-mãe, e a administração poderá ser devolvida à região administrativa sem ansiedades? Quando o executivo-chefe vai realmente ouvir às diferentes opiniões? Quando teremos eleições diretas?"
Ele concluiu dizendo que "enquanto se diz uma coisa e se faz outra, não há motivos para comemorar".
Na Argentina, o La Nacion dá destaque à decisão do Congresso de liberar os aumentos de tarifas no país.
Uma reportagem do diário sugere que os primeiros atingidos pela decisão seriam as tarifas de eletricidade e gás, porque já contam com uma lei sancionada pelo governo.
Em último lugar na lista, segundo o La Nacion, estariam aumentos nas tarifas telefônicas.