O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e o governo francês criticaram a nova resolução sobre o futuro do Iraque apresentada pelo governo americano.
Annan disse que o novo texto não garantia a entrega de poder para os iraquianos com a rapidez necessária.
Já o embaixador da França na ONU, Jean-Marc de la Sablière, afirmou que a resolução não satisfaz o país porque deixa as Nações Unidas numa posição secundária.
Os Estados Unidos estão ansiosos em obter apoio à nova resolução para que outros países também enviem tropas e dinheiro para o Iraque.
Embaixador americano
O embaixador americano na ONU, John Negroponte, disse que a resolução merece o apoio internacional.
Ele disse que a resolução convida o Conselho de Governo do Iraque indicado pelos Estados Unidos a propor um cronograma em que estariam previstas a confecção de uma Constituição e a realização de eleições.
Entretanto, a correspondente da BBC Pam O'Toole, que teve acesso a uma cópia do documento, diz que o esboço não estabelece um cronograma sólido para essa transferência de responsabilidade.
A França já havia criticado a primeira resolução proposta pelos americanos argumentando também que o texto não delegava poder suficiente à ONU, além de não deixar claro quando o controle do país seria transferido para o novo governo iraquiano.