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Prefeito checheno é assassinado a tiros

Musa Dakayev, prefeito da cidade de Shali, no sul da Chechênia, foi assassinado com vários tiros na noite de quarta-feira, depois que o seu carro sofreu uma emboscada.

O filho de Dakayev, um policial que o acompanhava no carro, também morreu no atentado.

Recentemente, o primeiro-ministro checheno foi internado com suspeitas de envenenamento, mas, segundo os médicos que o atenderam, pode ter se tratado apenas de uma intoxicação alimentar comum.

Em uma entrevista ao jornal russo Novaya Gazeta, o líder checheno Aslan Maskhadov classificou as eleições de "ilegítimas".

Maskhadov prometeu continuar a guerrilha até que as tropas russas deixem a província separatista.

O líder foi eleito presidente da Chechênia há quase seis anos, em uma eleição reconhecida internacionalmente, e vem comandando a resistência desde a invasão da república pelos russos, em outubro de 1999.

O conflito se transformou em um impasse, com milhares de civis e militares mortos.

Década sangrenta

As eleições de domingo fazem parte dos planos de Moscou de encerrar quase uma década de conflito na república.

Akhmad Kadyrov, o atual líder pró-Rússia da Chechênia e o preferido pelo governo de Moscou, disse aos seus simpatizantes na cidade de Gudermes, no leste da república, que ele seria a pessoas certa para transformar esse desejo em realidade.

"Hoje nós temos que nos unir para salvar o nosso povo. Todo mundo aqui hoje concorda com isso", disse Kadyrov.

No entanto, analistas já levantaram suspeitas sobre a realização das eleições deste fim de semana, depois que os principais concorrentes de Kadyrov retiraram as suas candidaturas ou foram barrados.

Maskhadov, por sua vez, afirmou que ainda é o presidente checheno e que o seu dever é defender a soberania da Chechênia.

"Um Kadyrov eleito não será diferente de um Kadyrov biônico", disse.

"O desejo de liberdade para os chechenos é inspirado no Todo-Poderoso e Putin não vai conseguir esmagá-lo", completou.

Maskhadov tem se afastado dos ataques suicidas e outros ataques terroristas que mataram centenas de pessoas no ano passado.