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Rebeldes liberianos prometem receber bem força da ONU

O principal grupo rebelde da Libéria prometeu que a força de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) será bem recebida em todo o país, horas antes do momento programado para a chegada das tropas.

O líder do grupo Lurd disse que ele iria se encontrar com o presidente interino na capital Monróvia nesta quarta.

A missão de 15 mil soldados na nação da África Ocidental será a maior já realizada pela ONU.

As últimas forças americanas deixaram a Libéria na terça-feira.

Correspondentes dizem que os liberianos estavam tristes com a partida das tropas americanas, que eles acreditam ter sido as responsáveis por trazer estabilidade ao país depois de 14 anos de guerra civil.

"Eu não estou contente de ver a saída dos americanos desse lugar", disse o empresário Stephen Henries à agência de notícias Reuters.

Mark Tingeh, de 39 anos, disse estar decepcionado com o fato de que os americanos saíram sem dar aos liberianos a oportunidade de uma despedida apropriada.

Reconciliação

O líder do Lurd, Sekou Conneh, disse à BBC que irá a Monróvia se encontrar com o presidente interino Moses Blah nesta quarta.

Soldados da força de paz irão acompanhá-lo no que será a sua primeira visita à capital desde que ele começou o conflito armado contra o governo do agora exilado Charles Taylor, segundo o correspondente da BBC em Monróvia, Paul Welsh.

Conneh disse a Welsh que quer dar garantias ao povo liberiano de que coisas do passado podem ficar pra trás e disse estar ansioso por desarmar os seus homens.

Na quinta-feira, as forças dos países da África Ocidental que já estão na Libéria irão se juntar às forças da ONU.

Soldados de Bangladesh estão na Serra Leoa esperando o momento de seguir para a Libéria.

Medo

Mas o correspondente da BBC diz que muitos em Monróvia temem que a retirada das forças americanas antes da chegada das tropas da ONU possa colocar a paz em risco.

Pequenos confrontos ainda ocorrem no norte do país, segundo o correspondente.

O empresário Gyude Bryant deverá assumir como presidente interino no dia 14 de outubro, liderando uma administração que contará com representantes do governo e dos rebeldes.

Esse governo deverá ser o responsável pela organização de eleições em 2004.