O governo de Israel tem um encontro marcado para esta quarta-feira para debater planos de ampliação do muro de segurança que o país está construindo para separar israelenses de palestinos na Cisjordânia.
O governo vai decidir se isola os assentamentos judeus, algo que impediria o acesso de dezenas de milhares de palestinos do restante da Cisjordânia.
O debate no governo israelense ocorre um dia depois que a ONU condenou a prática das barreiras como "um ato ilegal de anexação".
"Isso provavelmente vai gerar uma nova geração de refugiados ou pessoas sem pátria", disse o comissionário de direitos humanos da ONU John Dugar.
Washington também já mostrou preocupação de que essas barreiras seriam mais uma pedra no caminho do plano de paz.
A barreira – que pode chegar a 700 km – é composta por partes de cerca e muro em áreas diferentes da fronteira.
Prisão
Em um episódio separado, o Exército de Israel prendeu um dos líderes do movimento militante palestino Jihad Islâmico.
Bassam Saadi foi detido na Cisjordânia, em um campo de refugiados na cidade de Jenin.
A ação foi feita por um grupo de soldados, apoiado por helicópteros, que não encontrou resistência para fazer a prisão.