O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, defendeu as políticas de seu governo e voltou a afirmar que acredita ter agido corretamente ao ir à guerra no Iraque ao lado dos Estados Unidos. Blair fez estas declarações durante a convenção anual de seu Partido Trabalhista em Bornemouth, sul da Inglaterra.
Durante seu discurso, o premiê convocou os militantes do partido a continuar acreditando nele. Blair também rebateu críticas de que estaria governando sem levar em conta as opiniões do restante do partido. E afirmou reconhecer que a campanha militar no Iraque causou grandes divisões entre a população da Grã-Bretanha.
Ao explicar os motivos de sua decisão, o premiê britânico perguntou à platéia o que as pessoas fariam se estivessem em seu lugar e tivessem as informações que ele recebeu dos serviços de inteligência sobre a produção de armas de destruição em massa pelo governo de Saddam Hussein.
'Melhor país'
O chefe de governo disse novamente achar que o Iraque é hoje um melhor país após a queda de Saddam.
Sobre o outro conflito atualmente no Oriente Médio, Blair fez um chamado a israelenses e palestinos para que não deixem "os extremistas ditarem os rumos do processo de paz".
O discurso de Blair desta terça-feira ocorre um dia após o ministro da Fazenda, Gordon Brown, ter feito um forte apelo aos trabalhistas para não deixarem que "os tempos difíceis os desviem da estrada para transformar a sociedade".
Brown é apontado por vários órgãos da mídia britânica como o sucessor natural de Tony Blair na liderança do Partido Trabalhista e como futuro candidato a primeiro-ministro.
Embora em nenhum momento ele tenha sido claramente crítico a Blair, muitos observadores disseram que seu discurso na segunda-feira serviu para marcar posição como um futuro primeiro-ministro.