O Egito libertou o homem que ordenou o assassinato do presidente Anwar Sadat em 1981, de acordo com a agência de notícias oficial egípcia.
Karam Zohdy, de 51 anos, tinha sido condenado à "prisão perpétua" por causa do assassinato.
Ele era um dos líderes do grupo islâmico Al-Gamaa Al Islamyia.
De acordo com a lei egípcia, a prisão perpétua obriga ao cumprimento de "25 anos de prisão". Como o ano de detenção egípcio, sempre segundo a lei do país, equivale a apenas nove meses do calendário, a pena representa na verdade 18 anos e 9 meses de detenção, o que quer dizer que Zohdy ficou preso mais tempo do que deveria.
Renúncia à violência
De acordo com informações vindas do Egito, ele renunciou à violência na prisão.
A organização islâmica à qual ele pertencia também admitiu ser responsável pela morte de 58 turistas em Luxor, em 1997.
Anwar Sadat foi assassinado durante uma parada militar por um soldado do exército, o militante islâmico Khaled al-Istambuli.
O presidente tinha assinado um acordo de paz com Israel em 1979. Os assassinos de Sadat disseram se opor a esse acordo de paz.