Representantes de sérvios, croatas e muçulmanos, os três grupos étnicos da Bósnia-Herzegóvina, conseguiram fechar um acordo histórico.
Pela primeira vez, desde o final da Guerra da Bósnia, eles concordaram em criar um Ministério da Defesa e um comando militar unificado no país.
Com o acordo, a Bósnia-Herzegóvina fica mais próxima de se tornar membro da Otan.
As forças armadas do país eram marcadas por profundas divisões, desde o final da Guerra da Bósnia, há oito anos.
Mesmo juramento
As negociações entre os representantes dos grupos étnicos duraram três meses e contaram com a ajuda do comandante das forças de paz lideradas pela Otan na Bósnia, o general William Ward.
"A questão chave foi a criação de uma defesa unificada na Bósnia", disse ele.
Segundo o general Ward, "todas as operações passam a ser controladas pelo estabelecimento de uma linha de comando".
Pela primeira vez, o país terá um ministro da Defesa e um comandante do exército.
Os soldados usarão o mesmo uniforme com a insígnia do estado, prestarão o mesmo juramento e servirão à mesma bandeira.
As forças armadas da Bósnia-Herzegóvina foram divididas em duas após o Acordo de Dayton, em 1995, entre o exército da República Sérvia e da Federação da Bósnia.
Ambos respondiam aos seus respectivos parlamentos.
Os projetos de lei resultantes das negociações entre os grupos étnicos aidna precisam ser aprovados pelos parlamentos bósnios.