O jornal britânico Financial Times diz que a emergência da China como uma potência comercial já está tendo reflexos na América Latina.
"O Brasil e a Argentina podem estar tentados a ver oportunidades na Ásia como uma alternativa à luta para abrir os mercados agrícolas dos Estados Unidos e da Europa", diz o jornal.
Segundo o FT, a China parece ter uma demanda insaciável por minério de ferro, cobre e soja, "ajudando países como o Brasil e a Argentina, que abrigam algumas das companhias de agribusiness e mineração mais eficientes do mundo".
Mas há uma contrapartida para isso: "Mão-de-obra barata e o acesso ao mercado obtido com a entrada na Organização Mundial do Comércio dão aos produtos manufaturados chineses vantagem sobre seus competidores latino-americanos em setores como calçados, brinquedos e têxteis", diz o FT.
A decisão do Brasil de liberar o plantio de soja transgênica na safra 2003/04 também recebeu a atenção dos jornais britânicos.
"O Brasil, o último grande país a resistir ao cultivo de transgênicos, acabou com as esperanças dos ambientalistas ontem e cedeu à pressão dos Estados Unidos e seus próprios grandes fazendeiros", diz o The Guardian.
Putin
O jornal americano The Washington Post comenta a postura considerada pouco democrática da administração Putin na Rússia.
O presidente Vladimir Putin deve ter reuniões com o presidente americano George W. Bush nos Estados Unidos, neste final de semana.
"Só nos últimos meses, a última rede nacional independente de televisão foi fechada, foram impostas novas regras que restringem drasticamente a cobertura política e rivais do candidato do Kremlin nas eleições do mês que vem na Chechênia foram pressionados para deixar o páreo", diz o The Washington Post.
O jornal acrescenta que as autoridades americanas admitem que a política interna russa tornou-se secundária na guerra contra o terrorismo, e a oposição russa à guerra contra o Iraque não mudou isso.
"Por exemplo, em uma reunião com defensores dos direitos humanos na Rússia, representantes americanos recusaram pedidos de ajuda para monitorar a eleição na Chechênia."
Blair
O jornal alemão Berliner Zeitung diz que o fracasso em se encontrar armas de destruição em massa no Iraque, assim como o inquérito Hutton prejudicaram a imagem do primeiro-ministro britânico, Tony Blair.
O inquérito que apura o aparente suicídio de um especialista de armas químicas e biológicas do governo, David Kelly.
Segundo o jornal, o governo britânico está na defensiva depois que os advogados que participaram do inquérito apresentaram suas considerações finais.
O Berliner Zeitung informa ainda que o advogado da família de Kelly acusou o governo de abuso cínico de poder e diz que suas colocações foram "as mais fortes" no inquérito.