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Annan: violência no Oriente Médio é alarmante

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan disse que está alarmado pela tendência de aumento da violência entre israelenses e palestinos.

Annan fez a declaração logo depois de uma reunião entre entre representantes dos Estados Unidos, ONU, União Européia e Rússia - grupo conhecido como ‘Quarteto’ - com o objetivo de resgatar o plano de paz para o Oriente Médio.

O secretário-geral da ONU disse que os dois lados estão fracassando na implementação do plano e que a crise não pode ser resolvida sem um profundo envolvimento internacional.

Caso contrário, completou Annan, todo o mundo vai pagar um preço muito alto.

Divergências

O secretário-geral pediu que os palestinos combatam mais duramente o terrorismo e que Israel suspenda assentamentos e evite deixar vítimas entre civis palestinos.

O secretário de Estado americano, Colin Powell, disse estar apenas esperando a formação de um novo governo palestino para que seguir adiante com a chamada "rota da paz", como é chamado o plano de paz para a região.

Um correspondente da BBC na ONU diz que ocorreram divergências sérias entre os integrantes do Quarteto.

Segundo ele, isso ficou especialmente evidente quando a Assembléia Geral da entidade realizou um debate sobre a ameaça feita por Israel de expulsar o líder palestino, Yasser Arafat, dos territórios ocupados.

Algumas nações européias e a Rússia condenaram a decisão israelense. Os Estados Unidos, no entanto, votaram contra essa posição.

“Plano válido”

Powell afirmou nesta sexta-feira que a rota da paz ainda é válida.

"Estamos agora aguardando para ver se o povo palestino é ou não capaz de escolher, pelo seu próprio sistema, um primeiro-ministro que tenha autoridade política e controle sobre as forças de segurança, para que possamos começar a seguir novamente na trilha prevista pela rota da paz."

Após a renúncia de Mahmoud Abbas, o então presidente do Conselho Legislativo Palestino, Ahmed Kurei, foi indicado para substitui-lo como premiê. Seu gabinete, porém, ainda não foi formado.

Recentemente, o presidente americano, George W. Bush, admitiu que o processo de paz no Oriente Médio estava estagnado e acusou Yasser Arafat por esse fracasso.

À época, Bush descreveu Arafat como "um líder fracassado que prejudicou, nos últimos meses, o avanço do processo de paz no Oriente Médio".