O administrador americano no Iraque, Paul Bremer, declarou que os direitos individuais e a liberdade religiosa precisam fazer parte da nova Constituição do Iraque.
Bremer também anunciou que soldados americanos no país estão mantendo 19 supostos integrantes da rede Al-Qaeda presos.
Bremer afirmou que o governo americano não faria objeções ao reconhecimento do Islã como religião oficial do Iraque, mas acrescentou que a administração Bush quer garantir as liberdades individuais – uma visão que ele disse acreditar que será aceita pelas autoridades interinas do Iraque.
Paul Bremer disse que, apesar de não haver um prazo para a Constituição ser escrita ou implementada, ele gostaria de ver o processo completo em um período de seis meses.
Mais verba
O Conselho de Governo do Iraque deve receber informações sobre o processo já na semana que vem e depois deve decidir, em uma convenção nacional, quando e como a Constituição seria elaborada e implementada.
Bremer fez esses comentários em Washington, para onde ele foi com o objetivo de pedir ao Congresso americano que apóie o pedido do presidente George W. Bush de liberar mais verba (US$ 87 bilhões) para a reconstrução do Iraque.
Sobre os militantes presos, Bremer disse que os suspeitos estariam entre 248 militantes estrangeiros sob custódia americana no Iraque.
O maior número deles (123) é de origem síria, com um grande número vindo do Irã e do Iêmen.
O Exército dos EUA culpa os militantes pela maioria dos ataques contra americanos no Iraque. Eles teriam se infiltrado no país pela fronteira.
Segundo Bremer, a invasão de militantes estrangeiros no Iraque é o maior obstáculo para o estabelecimento da ordem. Mas ele insistiu que a violência não impedirá os esforços de reconstrução do país.
"Não queremos que o Iraque vire um local de criação de terroristas no futuro", disse o administrador americano.
Bremer disse que as investigações sobre os prisioneiros estrangeiros apontam uma ligação deles tanto com a Al-Qaeda quanto com o grupo Ansar Al-Islam, ligado também à rede de Osama Bin Laden.
"Possivelmente, integrantes desse grupo conseguiram se reunir e entrar novamente no Iraque", declarou o administrador.